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  • Andressa Kutschenko Nahas

Impossibidade de prova científica

Um ponto importantíssimo que eu procuro ressaltar sempre para os pesquisadores é que um estudo nunca prova nada, ele apenas sugere um resultado. É importante ficar atento aos termos na hora de descrever os resultados da análise estatística, buscando usar termos como "observa-se evidências" e "as análises sugerem" ao invés de "há diferença significativa", por exemplo.


Segundo Rothman et al (2011), "todos os frutos do trabalho científico, na epidemiologia ou em outras disciplinas, são, no máximo, tentativas de formulações de uma descrição da natureza, mesmo quando o trabalho em si é efetuado sem erros. O caráter tentativo de nosso conhecimento não impede as aplicações práticas, mas deve nos manter céticos e críticos não só em relação ao trabalho de todos os outros, como também do nosso próprio. Algumas vezes, hipóteses etiológicas desfrutam de um grau de certeza extremamente elevado, universalmente, ou quase universalmente, compartilhado. A hipótese de que fumar cigarros causa câncer é um dos exemplos mais bem conhecidos. Essas hipóteses se elevam acima da aceitação 'tentativa' e representam o mais próximo da 'prova' a que podemos chegar. Porém, mesmo essa hipóteses não são 'provadas' com o grau de certeza absoluta que acompanha a prova de um teorema matemático".


Referência: Rothman, K.; Greenland, S.; Lash, T. & cols. Epidemiologia moderna. 3 ed. São Paulo: Art Med. 2011. 888p


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Andressa Kutschenko Nahas andressa@aknconsultoria.com aknconsultoria.com


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